“Porque me apaixono por toda mulher que me dá um mínimo de atenção?”

Eu levava essa frase como um mantra. Ela foi dita por Joel Barish no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (recomendo fortemente, meu filme preferido). Eu gostava dela por alguns motivos fúteis, mas de fácil explicação: Era realmente difícil ser amado, então, qualquer pessoa que lhe desse um mínimo de atenção, você já criava laços com ela.

Pessoas sozinhas, mas com sede de um relacionamento, geralmente fazem isso. É difícil conseguir que alguém goste de você, ou no mínimo, preste atenção no que você diz. E eu achava que seria assim para o resto da minha vida. Ledo engano.

Comecei a prestar atenção nisso em algumas mulheres atrás, pois, sinceramente, havia esquecido dessa frase. Todas que eu havia ficado, estranhamente eu não criei laços efetivos. Elas queriam namorar, eu não. Não entendia porquê, até semana passada. Tudo aconteceu quando eu conheci a Mainara. Eu realmente gosto muito dela, mas falarei dela (quem sabe?) em um outro post. Mas uma coisa que ela me proporcionou, que as outras passaram longe: Segurança. Como diz a música Forever, do Kiss: “I see my future when I look in your eyes”.

As outras que eu ficava, não querendo desmerecer, mas não tinham objetivos na vida. Trabalhavam mas não estudavam, estudavam mas não trabalhavam. Não tinham metas nem planos. A impressão que eu tinha era que o que vier estava bom, pois afinal, a vida é curta e vamos aproveitar ao máximo. E eu simplesmente não ficava apaixonado por elas, como Joel queria me obrigar. Como falei lá em cima, elas queriam namorar, eu não. Ai foi quando conheci a Mainara. Ela tinha seus objetivos, tinha uma idéia de futuro na cabeça. Ela é enfermeira que quer estudar medicina. Ela até tentou antes, mas por problemas familiares teve que desistir. Agora sim eu me apaixonei, e você deve saber porquê. Construir uma vida juntos, essa é minha definição de felicidade.

Mas o meu medo de ser feliz a curto prazo está fodendo com tudo. Mas essa vai pro capítulo 2 dessa história.

PS: E já não sinto mais meu coração apertando por escrever palavras aqui. Bom sinal.

Pelo que me pareceu, depois que eu joguei no Twitter o link para o texto do curso, algumas pessoas começaram a ler aqui, coisa que eu não esperava tão cedo. Mas também eu não me importo. O motivo desse blog é o que eu deveria fazer com um amigo: Me abrir, poder contar os meus problemas, para então me sentir livre. Como eu não tenho ninguém para fazer isso, deixo em aberto na internet, para que alguém leia.

Mas o ato mais importante aqui não é vocês lerem e comentarem, e sim de eu escrever. Como foi falado, de eu me abrir (por favor, sem piadinhas aqui), e guardar menos rancor.

Eu estava em processo de migração para o domínio vbandida.com, mas fica dando bug no redirecionamento, então depois eu tento isso. Mas só para avisar que daqui a pouco eu vou migrar para o meu próprio domínio.

Não costumo colocar tags, links e imagens, pois como eu falei, o importante aqui é eu escrever. Gostou gostou, não gostou, problema é seu.

E a última coisa. Eu tinha falado alguns posts atrás que eu tinha posts privados. Resolvi apagar todos eles, já que não fazem mais parte da minha vida. Então, se fudeu você que queria ler eles.

Uma das coisas que eu mais prezo é a amizade. E uma das coisas que eu costumo diferenciar é colegas e amigos. Colegas é aquele cara da faculdade (visto texto abaixo), o cara do trabalho, etc. Amigo é aquele que você sai na rua pra se divertir, ou aquela pessoa que você fica até mais tarde conversando no msn (devido a distância). Eu sempre tive poucos amigos. Posso contar no dedo quantos, mas não é que eu sou antisocial mentira, sou sim, é que para ser amigo, tem que ter aquele algo a mais, aquela afinidade. E esse texto fala do meu amigo zé, que foi convidado pela empresa que ele trabalha para se mudar para Nova Zelândia, para morar definitivamente. Junto com ele foi embora a minha constante do que eu considerava amizade. Explico abaixo, mas antes deixa eu contar as histórias das minha amizades.

Meu primeiro amigo de verdade foi o Hitoshi, um japonês cabeçudo que hoje sei lá onde ele está. Acho que nos conhecemos quando eu tinha uns 6 anos, e me lembro claramente o momento. Estávamos em aula e a chuva não perdoava lá fora, a porta bate, entra um novo aluno (o Hitoshi). Ele senta na minha frente, os cabelos dele estão molhados. Pinga pequenas gotas de água na minha carteira e eu fiquei nervoso. Só me lembro dessa parte. Um dos meus defeitos (sim, considero isso um defeito) é que eu vejo além da aparência. Eu consigo saber como a pessoa é, só de conversar e olhar para ela. E isso me prejudica, porquê eu me relaciono somente com as quais eu considero boas pessoas. E nisso, eu era o único amigo do Hitoshi. Como ele era novo, japonês e cabeçudo, ninguém dava bola para ele, menos eu. Mas o tempo foi passando, ele arranjou novos amigos na sala e acabou me esquecendo. Acabou naquela turminha dos malas, e eu fiquei para trás.

Nisso foi até a oitava série. Tínhamos que mudar de escola, e todos os alunos foram para a escola “cool”, e só eu e o Hitoshi fomos para a escola que oferecia o melhor ensino (graças as nossas mães). De novo, nós dois sozinhos, sem conhecer ninguém. Ele voltou a ser meu amigo, claro. E eu que sou em qualquer motivo, sempre dou uma segunda oportunidade. E claro, passado um ano, ele arranjou novos amigos e me largou na sarjeta. Obviously que não sinto raiva dele, eu fico indiferente. Pra mim, o pior sentimento que uma pessoa pode ter para uma pessoa é a indiferência. Se você tem raiva de algo, quer dizer que você tem uma preocupação com isso. E nessa nova escola eu conheci o zé, lá pelos meiados de 2000. E fomos grandes amigos desde lá. Todo dia depois da aula nós fazíamos uma vaquinha para comprar coca e um saco de miliopã para comer na praça em frente da casa dele, coisa típica de moleque. Chega o terceirão, época de vestibular. Nós dois passamos na UEM e fomos morar em Maringá. Mas como a juventude ia chegando, as coisas iam mudando. Eu não gostava de beber e festar (naquela época), e o meu curso (zootecnia) isso era praticamente matéria extra-curricular. Ele fazia Engenharia Química. E como era a minha sina, eu fui começado a ser deixado de lado. Arranjei novos amigos, mas ainda mantinha contato com ele. De vez em quando eu ia na casa dele para conversar, sair para comer lanche. Esse era uma das poucas coisas que eu gostava de fazer. Uma das coisas que eu ficava chateado era ver fotos no orkut dele e ver das festas que ele ia na casa dos amigos (que também era os meus) e que não me chamavam. Mas dai eu pensava: Eu não bebo? Porquê me chamariam para uma festas dessas? Uma das coisas que mais estragou a minha vida foi o fato de não beber (o motivo disso fica pra outro post, mas não é nada a ver com decisões filosóficas). Um jovem na faixa de 20 anos e não beber (numa cidade universitária) é pedir para ser xingado. É aquela velha história: Quem não bebe não tem história. E se você não tem história, nunca é lembrado. Mas tudo bem, eu ainda continuava amigo do Zé, em menos grau, mas ainda amigo. Ele se formou, me chamou para a formatura (coisa que eu tenho orgulho, pois ele só chamou os mais amigos, uns 4), e finalmente foi chamado para trabalhar lá na Nova Zelândia. Ele fez uma festa de despedida, e no churrasco na casa dele, ouvi ele falar pra mãe dele, que só se lembrou de chamar eu para a festa, esqueceu de todos os outros.

E Edmar José Chagas Junior foi embora para nunca mais voltar. Para mim, ele era a âncora do meu copo d’água, pois na minha vidinha medíocre, ele era uma das poucas coisas que me deixava feliz. Agora eu estou numa sensação de solidão, mesmo estando com outros amigos. Tem o Zottesso, que eu saio, bebo (pois é, cai nessa tentação), mas mesmo assim, fiquei com um buraco no coração. Sabe aquele vazio que se sente, aquela sensação de estar sozinho mesmo quando se está rodeado de pessoas? É exatamente isso que eu sinto. Por esse motivo, deixo o msn ligado a madrugada inteira todos os dias na esperança de ele vir conversar comigo (daqui pra lá são 15h de diferença). Ele está reclamando muito de que o povo lá é chato, não conversa, essas coisa. Quem sabe eu não vá lá morar com ele?

Uma das piores coisas que pode acontecer para um indivíduo é se sentir excluído da sociedade. Não no sentido cru da palavra, mas o de não poder se encaixar nos padrões em que o meio oferece. Era para eu ser uma pessoa “normal”, mas o advento que foi a internet me tornou uma pessoa mais lúcida, esclarecida e com visão ampla. O “comum” não é o suficiente para mim, pois uma dos way-of-life que eu sigo é “pessoas normais fazem coisas normais”. Eu sempre quero estar um passo a frente, me adiantar as coisas. O suficiente para mim não é suficiente. 

Eu adoro livros, dvd’s (DVD’s, não filmes), HQ’s. Uma das coisas que eu mais me orgulho é da minha minibiblioteca que eu tenho aqui na minha estante. Minha mãe briga eternamente comigo para não gastar dinheiro com essas “bobagens” (esse fica para a parte 02), mas esse meu inventário cultural é uma das poucas coisas que me mantem animado e que faça que eu siga em frente para realizar meus sonhos.

E uma das coisas que me motivaram para voltar a escrever aqui foi o caso da palestra “Novas tendências para Web” que eu ocorreu em Curitiba nessa última quinta. Não vou me aprofundar de como foi a viagem de ida, só dizer que foi uma merda. Caras bêbados (não foi nenhum professor), assentos apertados, e gritaria. Ô gritaria maldita! Sabem como é bêbados né? Bêbados e música sertaneja não deveriam se misturar. É um canto, bebo e choro dos infernos, que me fez ir dormir só as 4 horas da manhã. E tudo isso para acordar as 6 e meia. Antes de tudo, eu tinha 2 objetivos nessa viagem: Aprender (claro) e fazer networking. Então eu separei as minhas melhores roupas. Camisa social, sapato, uma jaqueta tipo palitó, perfume, creme para o cabelo, etc. Quando chegamos, fomos para o banheiro nos arrumar. Meus amigos começaram a escovar os dentes, e eu comecei a me trocar. E ai que começa meu martírio: Todos dando risada de mim. “Engomadinho hein Berton?” diziam uns.  ”Coisa de viado creme pro cabelo!” diziam outros. Eu claro, nem liguei, pois sabia que isso era necessário. 

As palestras foram exatamente como eu esperei: Mídias sociais aqui, conectividade ali, web 2.o lá também. Como eu não fiquei perto deles, não sei se eles reclamaram. Mas aposto que sim. A do Windows e a do Google eram meio que propagandas, mas mesmo assim, eram palestras da Microsoft e da Google. Eram mostrando novas ferramentas, alternativas e soluções. Todos os palestrantes na suas apresentações, mostravam seu twitters. A apresentadora (não sei se essa é a palavra correta para a pessoa que chamava os palestrantes) toda hora enfatizava que se quiserem twittar sobre o evento, poderiam usar a tag #11elw (acho que era isso). Meus amigos deveriam estar se perguntando “Cuma?”. Tudo era informação demais para quem só via essas coisas pelo Fantástico. Deveriam ter resmungado em todas as palestras que isso era coisa de desocupado, coisa de nerd. Mas isso não foi nada. A martelada final ficou quando acabou o evento. Como o evento foi oficialmente finalizado lá pelas 18h, nós tinhamos que ficar até as 21h pra esperar o ônibus voltar, e como estávamos no Shopping Estação, demos graças a Deus que pelo menos nós tínhamos opções para passar o tempo. Bom, pelo menos eu. Então todo mundo debandou, ficamos em um grupo de três: Eu, Ryldo e Angel, todos da minha sala, que logo fomos procurar coisas para fazer.

Fomos andando pelo Shopping e passamos numa das lojas que eu tinha boas lembranças da última vez que eu tinha ido a esse Shopping: Nãoseioque Hoobies (boas lembranças é diferente de boa memória). Fui correndo entrar lá para ver os objetos, que para quem não sabe, era uma loja especializada em miniaturas. Miniaturas de carros, de trem, navios, PVC Figures (tinha um do Full Metal Alchemist que eu babei encima), enfim, tudo que um adulto-criança sempre quis. Chegamos lá, os 2 olhando com aquela cara de bunda para os itens, eu correndo de um lado pro outro olhando as maravilhas e tomando sustos com preços (um navio de guerra para montar custava 450 reais) até que o Angel para em frente a um PVC Figure do Darth Vader e solta a pérola:

Tem “precisão” isso?

Só nessa minha cara foi pro chão. Olhei para o vendedor, ele olhou pra mim. Eu fiz aquela cara de “Tá comigo mas não tá comigo”. Eu falei baixinho, “quem fala precisão é minha vó, a palavra correta é necessidade”, mas não adianta. Já estava na cara que éramos o povo do interior. Não ficamos nem 5 minutos na loja, sendo que EU poderia ficar pelo menos 2h lá só olhando as coisas e lembrando “Ah, esse carro era dos Caça-Fantasmas! E essa nave eu acho que era do Star Trek!”, mas não, isso é um lugar que não tem “precisão” de a gente ficar. O Angel já estava falando que estava cansado, que queria um lugar pra sentar. Então eu falei: “Poderiamos ir para a livraria, lá tem uns sofás confortáveis para sentar”. Ele soltou a segunda pérola da noite: “Fazer o quê na livraria?”. Eu pensei comigo mesmo: “Bom, talvez, pra ler um livro na faixa”. Mas não, isso é muito para alguém da grife dele. E claro, obviamente, adivinha onde paramos? Foram tomar um chopp. Eu sentei, eles pediram o chopp para eles e eu falei: “Vou deixar minha mochila aqui, vou lá na livraria comprar um suporte para livros (coisa que eu estava precisando)” O Ryldo fala: “Vai lá, ler aqueles teus livros!” E obviamente, fui correndo. Como toda pessoa com cultura deve saber, uma livraria é um paraíso. Você passeia, lê, se informa, fica curioso, assustado (com os preços é claro, por isso só compro livro pelo Submarino), enfim, isso ai que todos vocês conhecem. Achei um suporte legal e barato, e pra passar o tempo fui para a sessão de HQ procurar o resto da compilação dos livros do Calvin e Haroldo que faltava na minha coleção. Nisso eu perdi um tempão lá lendo as histórias, pensando se comprava ou não (acabei comprando “A Piada Mortal: Edição encadernada”, que conta a história de como o Coringa surgiu, muito show”. Nisso meu primo de Curitiba me ligou pra saber onde eu estava. Ele estava na UTFPR (Universidade Tecnológia Federal do Paraná) que fica ao lado do Shopping. Então ele veio me fazer uma pequena visita enquanto eu esperava o busão ficar pronto. Nisso eu fui lá no meus amigos, peguei a minha mochila de volta e fiquei o resto do tempo junto com meu primo. Os caras já começaram a dar risada de mim de novo “E ai, já comprou mais livros?” eu nem liguei e continuei o caminho. Virei pro meu primo e falei pra ele: “Vão ser peões para o resto da vida”. Meu primo deu risada e concordou. Conversando um pouco, ele me contou que uma das melhores coisas que ele fez foi namorar uma menina que era filha do dono de uma famosa livraria de Curitiba. Vira e mexe ele ganhava livros, ia lá pegar uns “emprestados”, essas coisas. A coleção inteira do Harry Potter que ele tem não foi comprada, mas ganha.

Uma das coisas que eu faço é ficar antenado nas novas tendências. Uso Twitter, uso wordpress, sou um medium/heavy-user do Google, fiz um semi-orkutcídio. Não fico sabendo das tendências tecnológicas pelo Fantástico, pesquiso o assunto que quero saber mais, leio livros geeks e compro dvd’s e games originais. Mas esses meus amigos não. Eles se contentam com fazer um “programazinho”, fazer um “sitezinho”, fica todo feliz quando ganha 20 reais para formatar uma máquina. Eu não gosto de mexer com hardware pois acho isso um serviço de peão. Nada contra quem mexe, até quando for necessário eu mexo, mas isso ai já está lá atrás. Sinto como se eu não estou no lugar certo, que aqui a parte de TI é apenas um gasto, não investimento. Uma coisa que eu de vez em quando eu falo para minha mãe é que se 100% da população brasileira tivesse cursado o ensino superior, teríamos lixeiros diplomados. É uma necessidade ter gente ignorante, para se fazer serviços que não queremos. Por um lado eu fico feliz que tenha gente ignorante, pois é mais fácil manipular ela, mas por outro lado fico triste, pois estou exatamente no meio delas. E viva a internet!

Pois é. Se você está lendo isso é porquê você é curioso. Eu não divulguei esse blog, apenas coloquei o link lá no lado do BlogMMO. Mas foda-se isso.

Esse não é o primeiro post do blog, mas é o primeiro que eu permiti que você leia. Os antigos posts eu escondi, já que eles falavam das minhas coisas que eu escrevia, que ficaram no passado. Mas, como eu disse, foda-se isso.

Eu ainda vou escrever xingando os outros, mas se eles forem pessoas que eu conheço, deixarei privado. Se forem pessoas públicas, (AKA probloggers, MisterApe, Hodes, etc) eu deixo aqui pra vocês lerem.

Ok? Agora eu vou pegar e tocar o meu outro projeto, o [OFF] Topik. Go Go Go!!

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